Eu não canso de dizer que a maternidade me transformou em uma nova pessoa. Parece piegas, mas eu renasci, virei outra, do avesso, depois que Eduardo me deu o presente de sua vinda. Tal qual a flor de lótus tatuada em meu ombro, eu ganhei vida nova depois que ele nasceu.

Precisei passar pelo susto de uma gravidez não planejada conscientemente. Sim, porque não acredito que ninguém engravide sem querer, no descuido, no susto. Pura balela! Essas escapadas são reais desejos inconscientes de ter um filho.  Pois bem, passei pelo susto inicial, que felizmente não durou mais que uns 5 dias. Depois, ir gerando uma vida, dia a dia, mês a mês, já foi me fazendo mudar aos poucos.

Entretanto, tornar-se mãe é um processo. Não acontece simplesmente com o nascimento de um bebê, mas desde o momento que se descobre que ele está à caminho. E o parto é um outro momento forte de transição. É o marco de uma fase tão intensa. Sobretudo pela forma como eu optei que meu filho chegasse ao mundo: de parto natural, no qual eu fui a protagonista. Eu e ele, num movimento contínuo, num respeito mútuo, até a hora certa dele nascer.

E após isso, cada dia eu me tornava um pouquinho mãe. No difícil processo inicial da amamentação. Nas horas incansáveis de atenção. Nas tão temidas noites sem dormir. Na vigilância 24 horas pela educação de um filho. E assim eu fui tornando-me mãe.

E só depois disso é que consegui entender, perdoar e superar algumas atitudes de meus pais. Só depois da experiência da maternidade é que pude retomar contato com quem me gerou e nunca me teve por perto. Só depois de ser mãe, pude me livrar das correntes que arrastavam nos meus pés e nos de minha mãe. Tanta dor, por tantos anos.

Isso porque ser mãe nos abre novos horizontes. Gerar, parir e criar um indivíduo, uma nova vida, nos faz olhar para o mundo com olhos despretensiosos. Nos faz abrir mão do excesso de consumismo e, principalmente, nos faz valorizar o que realmente importa: aqueles pequenos prazeres tão escondidos na convivência, na vida real, essa aqui mesmo, dos pequenos detalhes do cotidiano.

E é por isso que hoje eu tenho aqui Eduardo e Luca, que fazem a minha vida ser tão plena. Que me fazem ter a coragem de ser mãe 24 horas por dia. Que me fazem tão corajosa e sublime ao ponto de romper com o mundo para me dedicar a eles.

Obrigada, meus amores, por eu ter o que comemorar no próximo domingo. Muito além do consumo que envolve a data, obrigada por me lembrarem a doçura que é ser mãe!

4 Responses to “E não é que eu nasci pra ser mãe?! Ou renasci?”

  1. Andréa Vasconcellos Says:

    Glauciana,

    esses são seus filhos? Que lindos! O Luca é tão bebezinho e já tem cara de homem, né? Parabéns!

  2. Trixi Says:

    esses são seus filhos? Que lindos! O Luca é tão bebezinho e já tem cara de homem, né? Parabéns!
    +1

  3. RENE Says:


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