Novas diretrizes curriculares do ensino de Jornalismo
Posted by glauciana on September 30th, 2009 in Comunicação No Comments
A obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão de Jornalismo caiu e deve perdurar, pois foi a última instância. Isso rendeu bastante polêmica, inclusive aqui neste espaço.
Entretanto, antes mesmo do diploma não valer mais, o Ministro Fernando Haddad deu a um grupo seleto de pesquisadores e acadêmicos do jornalismo no país a missão de repensar o ensino do jornalismo nas universidades brasileiras.
Afinal, estamos no contexto de um sociedade em transformação e o jornalismo não pode mais ser encarado como vem sendo. O documento virou a Portaria MEC-SESU 203/2009 e foi empossada no dia 19 de fevereiro de 2009, sob a presidência do professor José Marques de Melo e integrada por Alfredo Vizeu, Carlos Chaparro, Eduardo Meditsch, Luiz Gonzaga Motta, Lucia Araúno, Sergio Mattos e Sonia Virginia Moreira.
Coloco abaixo os pontos salientados pela professora e pesquisadora da FAMECOS, Ana Brambilla, em seu blog Libellus:
Ponto 1:
“… o conteúdo profissional do curso passou a ser caracterizado como “meramente técnico” e destituído do interesse teórico. Por outro lado, a teoria da comunicação evoluiu desvinculada do exercício da profissão, focada numa crítica geral da mídia, sem compromisso com o diálogo para uma intervenção prática na mesma. Em decorrência, os estudantes de Jornalismo desde então têm sido forçados a uma opção dramática e pouco razoável entre negar a sua profissão, em nome do “espírito crítico”, ou desprezar a teoria estudada nos cursos para se voltarem à prática, reproduzida de maneira acrítica e envergonhada.”
Ponto 2: a proposta de Projeto Pedagógico contempla, além de interdisciplinaridade + teoria e prática + graduação e pós + extensão, preocupação com a empregabilidade dos egressos, devendo apresentar:
Dar ênfase ao espírito empreendedor e ao domínio científico que gerem pesquisas ao conceber, executar e avaliar projetos inovadores capazes de dar conta das exigências contemporâneas e de ampliar a atuação profissional a novos campos, projetando a função social da profissão em contextos ainda não delineados no presente.
e…
Atentar à necessidade de preparar profissionais que possam exercer dignamente a atividade como autônomos em um espaço cuja oferta de emprego não cresce na mesma proporção que a oferta de mão de obra;
Ponto 3:
c) Estar focado teórica e tecnicamente na especificidade do jornalismo, com grande atenção à prática profissional, dentro de padrões internacionalmente reconhecidos, comprometidos com a liberdade de expressão, o direito à informação, a dignidade do seu exercício e o interesse público; – grifo dos autores
Ponto 4:
“Eixo de fundamentação contextual , que tem por objetivo embasar o conhecimento das teorias da comunicação, informação e cibercultura, suas dimensões filosóficas, políticas, psicológicas e sócio-culturais, inclusive as rotinas de produção e os processos de recepção, bem como a regulamentação dos sistemas midiáticos, em função do mercado potencial, além dos princípios que regem as áreas conexas.”
Ponto 5:
O Mestrado Profissional deve ser avaliado como caminho para atender simultaneamente a dois tipos de demanda: a) capacitar diplomados em outras áreas do conhecimento para a realização de trabalhos estratégicos, como os de consultoria, planejamento e avaliação de produtos jornalísticos, além da expressão opinativa e/ou interpretativa sobre temas peculiares a suas formações de origem, como colaboradores especializados;
Tags: Comunicação, pesquisa, planejamento











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