jornalismo

A obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão de Jornalismo caiu e deve perdurar, pois foi a última instância. Isso rendeu bastante polêmica, inclusive aqui neste espaço.

Entretanto, antes mesmo do diploma não valer mais, o Ministro Fernando Haddad deu a um grupo seleto de pesquisadores e acadêmicos do jornalismo no país a missão de repensar o ensino do jornalismo nas universidades brasileiras.

Afinal, estamos no contexto de um sociedade em transformação e o jornalismo não pode mais ser encarado como vem sendo. O documento virou a Portaria MEC-SESU 203/2009 e foi empossada no dia 19 de fevereiro de 2009, sob a presidência do professor José Marques de Melo e integrada por Alfredo Vizeu, Carlos Chaparro, Eduardo Meditsch, Luiz Gonzaga Motta, Lucia Araúno, Sergio Mattos e Sonia Virginia Moreira.

Coloco abaixo os pontos salientados pela professora e pesquisadora da FAMECOS, Ana Brambilla, em seu blog Libellus:

Ponto 1:
“… o conteúdo profissional do curso passou a ser caracterizado como “meramente técnico” e destituído do interesse teórico. Por outro lado, a teoria da comunicação evoluiu desvinculada do exercício da profissão, focada numa crítica geral da mídia, sem compromisso com o diálogo para uma intervenção prática na mesma. Em decorrência, os estudantes de Jornalismo desde então têm sido forçados a uma opção dramática e pouco razoável entre negar a sua profissão, em nome do “espírito crítico”, ou desprezar a teoria estudada nos cursos para se voltarem à prática, reproduzida de maneira acrítica e envergonhada.”

Ponto 2: a proposta de Projeto Pedagógico contempla, além de interdisciplinaridade + teoria e prática + graduação e pós + extensão, preocupação com a empregabilidade dos egressos, devendo apresentar:

Dar ênfase ao espírito empreendedor e ao domínio científico que gerem pesquisas ao conceber, executar e avaliar projetos inovadores capazes de dar conta das exigências contemporâneas e de ampliar a atuação profissional a novos campos, projetando a função social da profissão em contextos ainda não delineados no presente.

e…

Atentar à necessidade de preparar profissionais que possam exercer dignamente a atividade como autônomos em um espaço cuja oferta de emprego não cresce na mesma proporção que a oferta de mão de obra;

Ponto 3:
c) Estar focado teórica e tecnicamente na especificidade do jornalismo, com grande atenção à prática profissional, dentro de padrões internacionalmente reconhecidos, comprometidos com a liberdade de expressão, o direito à informação, a dignidade do seu exercício e o interesse público; – grifo dos autores

Ponto 4:
“Eixo de fundamentação contextual , que tem por objetivo embasar o conhecimento das teorias da comunicação, informação e cibercultura, suas dimensões filosóficas, políticas, psicológicas e sócio-culturais, inclusive as rotinas de produção e os processos de recepção, bem como a regulamentação dos sistemas midiáticos, em função do mercado potencial, além dos princípios que regem as áreas conexas.”

Ponto 5:
O Mestrado Profissional deve ser avaliado como caminho para atender simultaneamente a dois tipos de demanda: a) capacitar diplomados em outras áreas do conhecimento para a realização de trabalhos estratégicos, como os de consultoria, planejamento e avaliação de produtos jornalísticos, além da expressão opinativa e/ou interpretativa sobre temas peculiares a suas formações de origem, como colaboradores especializados;

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Prêmio Jabuti 2009 anuncia seus vencedores

Posted by glauciana on September 29th, 2009 in Comunicação 1 Comment

livro

Nesta terça-feira (23/09), em São Paulo, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou os vencedores da 51ª edição do Prêmio Jabuti. Foram apresentados os três ganhadores (primeiro, segundo e terceiro lugares) em cada uma das 21 categorias do concurso.

O primeiro lugar em cada categoria recebe R$ 3 mil, e os melhores livros do ano de Ficção e Não-ficção ficam com R$ 30 mil cada um. Em 2009, foi batido o recorde de inscrições no Jabuti: 2.573 obras, cerca de 20% a mais que em 2008, quando participaram 2.131 publicações.

Confira os vencedores de cada uma das 21 categorias da 51ª edição do Prêmio Jabuti:

Tradução

1º lugar —“A Morte de Empédocles / Friedrich Hölderlin”, Marise Moassaba Curioni (Iluminuras).

2º lugar —“Satíricon”, Cláudio Aquati (Cosac Naify).

3º lugar —“Os Irmãos Karamázov – 2 Volumes”, Paulo Bezerra (Editora 34).

Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes

1º lugar — “Coleção Princesa Isabel – Fotografia do Século XIX”, Bia e Pedro Corrêa Lago (Capivara Editora)

2º lugar — “Árvores Notáveis – 200 Anos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro” (livro e guia de bolsa), Andréa Jakobsson Estúdio Editorial (Andréa Jakobsson Estúdio Editorial)

3º lugar — “Tarsila do Amaral”, Lygia Eluf (Imprensa Oficial do Estado)


Teoria/Crítica Literária

1º lugar —“Monteiro Lobato: Livro a Livro”, Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini (Editora Unesp / Imprensa Oficial)

2º lugar —“Pensamento e ‘Lirismo Puro’ na Poesia de Cecília Meireles”, Leila V. B. Gouvêa (Editora Universidade de São Paulo)

3º lugar —“Literatura da Urgência Lima Barreto no Domínio da Loucura”, Luciana Hidalgo (Annablume Editora)

Projeto Gráfico

1º lugar —“Fazendas Mineiras”, Marcelo Drummond & Marconi Drummond (Cemig)

2º lugar —“A História do Brazil de Frei Vicente de Salvador”, Maria Lêda Oliveira (Versal Editores)

3º lugar —“Isay Weinfeld”, Roberto Cipolla (Bei Editora)

Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil

1º lugar —“O Matador”, Odilon Moraes (Editora Leitura) – BH

2º lugar —“De Passagem”, Marcelo Cipis (Schwarcz)

3º lugar — “Alfabeto de Histórias”, Gilles Eduar (Editora Ática)

Ciências Exatas, Tecnologia e Informática

1º lugar — “Introdução à Quimica da Atmosfera – Ciência, Vida e Sobrevivência”, Ervim Lenzi e Luzia Otilia Bortotti Favero (LTC – Livros Técnicos e Científicos Editora)

2º lugar — “Fundamentos de Metrologia Científica e Industrial”, Armando Albertazzi G. Jr. e André R. de Souza (Editora Manole)

3º lugar — “Mapa do Jogo”, Lucia Santaella e Mirna Feitoza (Cengage Learning Edições)


Educação, Psicologia e Psicanálise

1º lugar —“A Voz e o Tempo”, Roberto Gambini (Ateliê Editorial)

2º lugar —“Religiosidade e Psicoterapia”, Claudia Bruscagin, Adriana Sávio, Fátima Fontes e Denise Mendes Gomes (Editora Roca)

3º lugar — “Educação à distância: o Estado da Arte”, Fredric Michael Litto (Pearson Education do Brasil)

Reportagem

1º lugar — “O Livro Amarelo do Terminal”, Vanessa Bárbara (Cosac Naify)

2º lugar — “O Sequestro dos Uruguaios – uma Reportagem dos Tempos da Ditadura”, Luiz Cláudio Cunha (L&P Editores)

3º lugar — “1968 – o que Fizemos de Nós”, Zuenir Ventura (Editora Planeta do Brasil)

Didático e Paradidático

1º lugar — “História e Cultura Africana e Afro-Brasileira”, Nei Lopes (Barsa Planeta Internacional)

2º lugar — “Meu primeiro álbum de piano solo”, Dulce Auriemo (D.A. Produções Artísticas)

2º lugar - “Coleção cidade educadora – Diário de bordo do aluno 1 – Volume Amarelo”, Áureo Gomes Monteiro Júnior, Célia Cris Silva e Júlia Scandiuci Figueiredo (Aymará Edições e Tecnologia)

3º lugar — “Literatura Infantil Brasileira: um Guia para Professores e Promotores de Leitura”, Vera Maria Tietzmann Silva (Cânone Editorial)

Economia, Administração e Negócios

1º lugar — “Valores Humanos & Gestão. Novas Perspectivas”, Maria Luisa Mendes Teixeira (organizadora) (Editora Senac São Paulo)

2º lugar —“Estratégia e Competitividade Empresarial – Inovação e Criação de Valor”, Luiz Carlos Di Serio e Marcos Augusto de Vasconcelos (Saraiva)

3º lugar — “Meio Ambiente e Crescimento Econômico: Tensões Estruturais”, Gilberto Dupas (Editora Unesp)

Direito

1º lugar — “Introdução ao Pensamento Jurídico e à Teoria Geral do Direito Privado”, Rosa Maria de Andrade Nery (Editora Revista dos Tribunais)

2º lugar —“Execução”, José Miguel Garcia Medina (Editora Revista dos Tribunais)

3º lugar —“Código de Processo Civil – Comentado Artigo por Artigo”, Daniel Mitidiero e Luiz Guilherme Marinoni (Editora Revista dos Tribunais)

3ºlugar – “Atual Panorama da Constituição Federal”, Carlos Marcelo Gouveia (Saraiva)

Biografia

1º lugar — “O Sol do Brasil”, Lilia Moritz Schwarcz (Schwarcz)

2º lugar —“José Olympio, o Editor e sua Casa”, José Mario Pereira (GMT Editores)

3º lugar —“O Santo Sujo: a Vida de Jayme Ovalle”, Humberto Werneck (Cosac Naify)

Capa

1º lugar — Moby Dick”, Luciana Facchini (Cosac Naify)

2º lugar —“Jovem Stálin”, João Baptista da Costa Aguiar (Schwarcz)

3º lugar —“Introdução à filosofia”, Rex Design (Editora WMF Martins Fontes)

Poesia

1º lugar —“Dois em um”, Alice Ruiz S. (Editora Iluminuras)

2º lugar —“Antigos e soltos: poemas e prosas da pasta rosa”, Instituto Moreira Salles (Instituto Moreira Salles)

3º lugar —“Cinemateca”, Eucanaã Ferraz (Schwarcz)

3ºlugar – “Outros barulhos”, Reynaldo Bessa (edição do autor)

Ciências Humanas

1º lugar -  “História do Brasil – Uma Interpretação”, Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota  (Editora Senac São Paulo)

2º lugar — “Veneno Remédio”, José Miguel Wisnik (Schwarcz)

3º lugar — “A Aparição do Demônio na Fábrica”, José de Souza Martins (Editora 34)

Ciências Naturais e Ciências da Saúde

1º lugar — “Fundamentos de Dermatologia”, Marcia Ramos-e-Silva e Maria Cristina Ribeiro de Castro (Editora Atheneu)

2º lugar —“Oftalmogeriatria”, Marcela Cypel e Rubens Belfort Jr. (Editora Roca)

3º lugar — “Guia de Propágulos & Plântulas da Amazônia”, José Luís Campana Camargo et al (Inpa)


Contos e Crônicas

1º lugar —“Canalha! – crônicas”, Fabricio Carpinejar (Editora Bertrand Brasil)

2º lugar —“Ostra feliz não faz pérola”, Rubem Alves (Editora Planeta do Brasil)

3º lugar —“Os comes e bebes nos velórios das gerais e outras histórias”, Déa Rodrigues da Cunha Rocha (Auana Editora)

Infantil

1º lugar — “A Invenção do Mundo Pelo Deus-Curumim”, Braulio Tavares (Editora 34)

2º lugar —“No Risco do Caracol”, Maria Valéria Rezende e Marlette Menezes (Autêntica Editora)

3º lugar — “Era Outra Vez um Gato Xadrez”, Leticia Wierzchowski (Editora Record)


Juvenil

1º lugar —“O fazedor de velhos”, Rodrigo Lacerda (Cosac Naify)

2º lugar —“Cidade dos deitados”, Heloisa Prieto (Cosac Naify)

3º lugar —“A distância das coisas”, Flávio Carneiro (Edições SM)

Romance

1º lugar —“Manual da Paixão Solitária”, Moacyr Scliar (Schwarcz)

2º lugar —“Orfãos do Eldorado”, Milton Hatoum (Schwarcz)

3º lugar —“Cordilheira”, Daniel Galera (Schwarcz)

Tradução de obra literária Francês-Português

1º lugar —“O Conde de Monte Cristo”, André Telles e Rodrigo Lacerda (Jorge Zahar Editor)

2º lugar — “Topografia Ideal para uma Agressão Caracterizada”, Flávia Nascimento (Editora Estação Liberdade)

3º lugar — “A Elegância do Ouriço”, Rosa Freire D’aguiar (Schwarcz)

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taleseUm contador de histórias!

Foi assim que a jornalista e pesquisadora Monica Martinez se manifestou na plateia, depois de assistir a palestra-entrevista de Gay Talese, no MASP, em São Paulo, na noite de terça-feira, 7/7. Aliás, não só ela, como uma plateia de mais de 300 pessoas, entre jovens jornalistas, estudantes e figurões da imprensa brasileira – como Matinas Suzuki, ex Folha, TV Cultura, Abril e IG – saíram do anfiteatro lotado.

Era de se esperar, já que seria a última entrevista de Talese no Brasil, que veio para cumprir uma agenda bem lotada, que incluíram – entre outros compromissos – presença na FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty), que aliás, ele teceu elogios únicos. “Fiquei impressionado com a FLIP. Eu nunca vi nada parecido. Pelo menos em New York e Washington não existe nada parecido. É uma reunião incrível de tantos apaixonados pela literatura“, disse.

Com seu terno impecável, sapato bicolor,  postura ereta, com as pernas sempre cruzadas, apoiadas em um corpo esguio de 77 anos, o jornalista, referência mundial quando se pensa nos conceitos do New Journalism – título que ele não reconhece como seu – Talese transformou a entrevista de Ilan Kow, editor-executivo do jornal O Estado de S. Paulo, em uma narrativa deliciosa de suas próprias histórias.

E de histórias ele entende! Gay Talese começou sua carreira como o que ele mesmo intitulou de Copy Boy, do The New York Times, em 1953. Não fazia nada, além de servir café para os editores e fazer serviços rápidos. Até que se encantou com o homem que projetava as manchetes do jornal no luminoso em frente ao prédio da empresa. Entrevistou o sujeito, escreveu um texto e a partir de então o mundo ganhou um dos maiores nomes da redação, quem, anos mais tarde, junto com Tom Wolfe, Jimmy Breslin, Truman Capote e Norman Mailer, mostraria ao mundo um novo jeito de fazer jornalismo.

Modesto, Talese recusa o título de “pai” do Novo Jornalismo, mas o mundo o reconhece como tal. Marcelo Bulhões, professor doutor em Literarura Brasileira pela USP, diz em seu livro Jornalismo e Literatura em Convergência:

“O New Journalism não foi exatamente um movimento, pois não despontou com um delineamento de ideias estabelecidas por um grupo coeso de representantes, tampouco elaborou um ptalese_jovemrograma ou um manifesto declaratório de princípios. Foi mais uma atitude que se processou na fluência de uma prática textual desenvolvida em alguns jornais e revistas americanas, inicialmente com os textos das chamadas reportagens especiais publicadas na Esquire e no Herald Tribune, por gente como Jimmy Breslin e Gay Talese, até atingir a configuração de grandes narrativas com feição de romance, nas obras de Truman Capote e Norman Mailer”. (2007. p. 145)

E Talese continua fazendo história, já que neste momento escreve um livro sobre o casamento, contando os fatos reais de sua união de mais de 50 anos. E é isso o que ele mais defende: a verdade. “O bom jornalismo é feito da verdade tanto quanto se pode chegar perto dela“, afirmou.

A vida que ninguém vê
Parafraseando Eliane Brum, provavelmente sem saber, Talese confessou que ele sempre “enxergou a vida que ninguém vê“. Desde jovem sempre se interessou pela vida das pessoas comuns e não das celebridades, apesar de também ter escrito sobre personalidades. Por conta do que considera uma das suas maiores qualidades – a curiosidade – ele conseguiu adentrar a vida privada de pessoas comuns e contar histórias reais que, cada vez mais, todo mundo tem vontade de ler.

Como quando foi escalado pelo The New York Times para cobrir um jogo de beisebol, pelo caderno de Esportes, e se encantou mais com o cortador de grama do estádio do que com as estrelas do time. “Eu sou uma pessoa que gosta de pessoas. Tenho disposição para gastar tempo com as pessoas. Eu dou atenção à elas, me importo em transformar em quadros as palavras dessa gente“, disse, com sua fala mansa e pausada.

Deve ser por isso que ele é o precursor desse fazer jornalismo com pitadas literárias. Tanto que seus mais de sete livros, incluindo os sucessos Fama e Anonimato e A Mulher do Próximo, todos editados no Brasil pela Companhia das Letras, são traduzidos para inúmeras línguas no mundo todo.

E ter o privilégio de poder ouvi-lo falar foi realmente fantástico. Uma das boas experiências que poderei contar a meus netos no futuro.

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jornalismo

Meu amigo Allan Weslei, Analista de Sistemas, fez um texto opinativo em seu blog, sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) da não obrigatoriedade do diploma superior para o exercício do jornalismo.

Eu reproduzo aqui o texto na íntegra e também o meu comentário lá no seu blog. E pergunto a meus colegas que leem esse blog – Jornalistas ou Relações Públicas – e até os colegas de outras profissões, o que acham disso.

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A ausência do diploma universitário para a prática profissional do jornalismo: liberdade de expressão ou marginalização de uma classe?

Acompanhei estupefato um fato ocorrido na data de ontem, dia 17/06/2009, quarta-feira.

Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiram em sessão ordinária que o diploma de jornalismo não é mais obrigatório para exercício da profissão.

A votação foi encerrada com 8 votos contra 1. Apenas o ministro Marco Aurélio defendeu a necessidade de curso superior em jornalismo para o exercício da profissão.

Um argumento proferido pelo ministro relator do caso é de que possíveis danos a terceiros não são inerentes à profissão de jornalista e não poderiam ser evitados através de um diploma. Segundo o ministro, o jornalista usufrui do título que lhe foi concedido para o uso como o convém, podendo até ferir a honra de outros, amparado pela profissão.

Além disso, outro ministro lembrou que a profissão de jornalista vinha sendo regulamentada pelo Decreto-lei 972/69, o qual foi instituído no regime militar com a clara finalidade de afastar do jornalismo intelectuais contrários ao regime.

O minstro relator – Gilmar Mendes – realizou ainda comparações com outras profissões. Segundo ele, ”o jornalismo é importante para o preparo técnico dos profissionais e deve continuar nos moldes de cursos como o de culinária, moda ou costura, nos quais o diploma não é requisito básico para o exercício da profissão” (sic).

O único voto contrário no julgamento foi dado pelo ministro Marco Aurélio. Ele alegou que a exigência do diploma existe há 40 anos e acredita que as técnicas para entrevistar, editar ou reportar são necessárias para a formação do profissional.

Particularmente, penso que existe um grande número de profissionais – das mais diversas áreas de formação – que escrevem muito melhor a inúmeros jornalistas.

Porém, penso que a profissão de jornalista não depende apenas de uma escrita coerente, coesa e correta. Mas sim em inúmeras atividades e técnicas que os fazem ser profissionais naquilo que executam.

Algumas pessoas argumentam que comentaristas econômicos e esportivos não necessariamente necessitam ser jornalistas. Basta saberem do assunto que irão falar.

Não concordo!

O jornalista tem como uma de suas características compreender assuntos que não são necessariamente de sua alçada e apresentar ao público que o lê, ouve ou assiste de uma maneira adequada a sua compreensão.

Não sou favorável a restrições impostas quanto à divulgação de informações e textos por cidadãos comuns, isto é, sem o diploma superior em jornalismo. Aliás, muito pelo contrário.

Eu sou um grande exemplo disso. Tenho este blog e sou apenas um mero Analista de Sistemas de Informação por formação acadêmica.

Apenas acho que a profissão é fundamental para a divulgação, de um modo profissional, de informações dos mais variados assuntos a fim de que não sejamos “ignorantes” de fatos que ocorrem no dia-a-dia.

Há autores que citam a referida profissão como o quarto pilar de poder em uma sociedade, ao lado do Executivo, Legislativo e Judiciário.

É graças ao Jornalismo que questões inerentes à falta de ética nos poderes supracitados são levados ao nosso público.

Além disso, esta ausência do diploma universitário pode significar – em termos financeiros – em uma queda brusca nos salários oferecidos aos “profissionais” da referida área.

Pode ser uma faca de dois gumes.

E espero que assim seja, com a diminuição da demanda de “profissionais” e o aumento da oferta por qualificados (com formação superior).

Gostaria bastante de saber a opinião de minha querida amiga Glauciana acerca deste assunto.

A Glau é graduada em Relações Públicas pela UNESP (Universidade Estadual Paulista), Arquiteta da Informação do site betboo (o maior site de Bingo Online, Apostas Esportivas (Sports Booking), Casino e Poker da América Latina) e escreve maravilhosamente bem.

Sua atuação profissional sempre foi centrada em comunicação digital e por algumas vezes se deparou no passado com osbtáculos relacionados à regulamentação profissional de seus excelentes textos.

Apenas para entenderem o contexto, a Glau é graduanda em Jormalismo também.

Deve estar vivendo os dois lados desse dilema.

Recomendo a todos o website da Glau. O endereço é http://www.glauciananunes.com . Visitem !!!

Tenham todos um excelente dia !!!

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E aqui coloco o meu comentário ao post dele:

Allan, essa é uma discussão velha, que vira e mexe volta à tona. Esse obrigatoriedade do diploma já caiu e voltou umas quatro vezes.

Uma vez, em minha aula de Ética Jornalística, um ótimo professor, o Vasco Marone Filho, advogado, nos perguntou em uma prova qual era a nossa opinião sobre a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalismo. Em uma sala de 30 alunos a opinião foi unânime: todos concordam que é necessário o diploma!

E eu também assino embaixo. Isso porque eu sempre escrevi, sempre colaborei em sites, mas nunca pude assinar. E nem ser formada em um curso de Comunicação Social me permitia essa licença. E, Allan, apesar de ser muito penoso uma segunda graduação e até uma primeira, visto as dificuldades de acesso à universidade em nosso país, ainda sim eu acho que a profissão deve ser guardada àqueles que fizeram um curso superior, sem excessões.

É claro, também, que eu concordo que exista, de fato, um jornalismo cidadão, mais participativo, e isso as novas mídias atestam: blogs, fóruns, podcasts, videocasts. Ou seja, tudo isso, de certa forma, é divulgação de notícias, fatos, crônicas e etc. Agora, trabalhar em um veículo sério, em uma revista de informação, em um site de notícias, eu vejo que é necessária uma formação acadêmica.

No passado isso até podia funcionar bem, mas hoje, devido à democratização da informação, me amedronta. Explico: tenho um tio de mais de 60 anos que trabalha em Jaú, como repórter policial da Jovem Pam. Toda a sua carreira está centrada no rádiojornalismo e ele desempenha a função de forma brilhante. Carrega consigo a carteira com MTB e tudo. E não tem nem o segundo grau completo. Mas, isso era na década de 60. Hoje é outra história. Não é porque temos um blog que nos achamos jornalistas, não é mesmo?

Enfim, eu estou penando para conseguir o meu MTB (o registro do jornalista no Ministério do Trabalho), enfrentando aulas e mais aulas nessa segunda graduação, mas ainda sim acho válido! E defendo o jornalista por formação.

Obrigada pelos elogios e pela citação. É por fatos assim que eu ainda tenho estímulos para continuar a escrever e a acreditar num jornalismo sério.

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Com certeza a estante de todo mundo que gosta de literatura deve ter algum título que já foi lido ou que está empoeirando por falta de interesse.

Pensando em facilitar a troca de livros entre pessoas do Brasil, o site TrocandoLivros foi lançado e tem uma proposta muito legal.

Eu envio os livros que não quero mais a pessoas que precisam deles e recebo outros títulos que quero.

É muito fácil:

Acesse www.trocandolivros.com.br e Adicione livros. Esse é o primeiro passo, depois de criar uma conta. Quando você estiver logado, aparecerá no menu, a opção “Adicionar livro”. Através deste link você poderá adicionar os seus livros que você quer disponibilizar no acervo do site. Todos os títulos que você incluir ficarão visíveis na página “Minha lista” e poderão ser removidos a qualquer momento.

Depois que você adicionar os seus livros, basta aguardar. Um e-mail será enviado para você assim que algum usuário (que possua crédito) solicitar um de seus livros. Através do link fornecido no e-mail você poderá responder a solicitação. Ao confirmar que enviará o livro, o endereço para correspondência do solicitante será exibido, assim como o prazo e as instruções para postagem nos Correios.

Depois que você postar o seu livro, volte ao Trocando Livros (faça login se necessário), acesse o menu “Envios” e clique no título do livro. Será exibido o link “Você já enviou o livro? Confirme aqui”. Clique e informe o número de registro fornecido pelos Correios para ganhar 1 crédito. 1 crédito dará direito a solicitar 1 livro disponível no acervo do site.

Outra opção para adquirir créditos é utilizando o serviço de “Compra de créditos”. Cada crédito custa R$ 14,90.

Se você tiver pelo menos um crédito poderá solicitar um livro. Através do menu “Livros”, você tem acesso a todos os livros disponibilizados pelos usuários. Procure por tags ou realize pesquisas por título, autor ou editora. Clicando no título do livro, mais informações são exibidas. Quando você escolher, basta clicar no botão “Solicitar” para iniciar o processo.

Se seus dados para correspondência estiverem incompletos, o sistema exigirá o preenchimento para que o livro chegue corretamente no local indicado. No momento em que você confirma, um email é enviado para o dono do livro, solicitando que responda a solicitação. Se houver no sistema mais de uma pessoa com o mesmo livro, a prioridade será para o usuário mais próximo de você.

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O Poder do Perdão. A História da Família Ota

Posted by glauciana on April 16th, 2009 in Comunicação 6 Comments

perdaoO livro O Poder do Perdão. A História da Família Ota, da jornalista e escritora Sandra Mathias, foi lançado em 2008, pela Editora Isis. A obra conta – em 163 páginas – a história real da tragédia que assolou a família de Keiko e Masataka Ota, com o seqüestro e respectivo assassinato de seu filho caçula, o garoto Ives Ota, morto, em agosto de 1997, por Adelino Donizete Esteves.

Apesar da trágica história da família, que embasa todo o livro-reportagem, o mote principal da obra é a capacidade que algumas pessoas têm de perdoar seus inimigos ou aqueles que lhes fizeram mal. Isso porque Masataka, pai da criança, conseguiu perdoar publicamente o assassino do filho.

O primeiro capítulo de O Poder do Perdão retrata o primeiro dia de aula após a morte de Ives, na sala onde ele estudava, na 2ª série, no bairro de Tatuapé, Zona Norte da cidade de São Paulo. Relata a tristeza e a perplexidade de seus amigos e professores naquele dia tão triste.

Logo após, a autora faz uma digressão no tempo e conta como foi a vinda dos avós do menino – Tsuru e Nió (avós maternos) e Haru e Tokesuke (avós paternos) –  para o Brasil, já que a família descende de japoneses. Em vários momentos há essa alteração temporal, mesclando a leitura com passado e presente, de acordo com o tempo da narrativa.

Apesar da origem simples e camponesa, com muita luta e trabalho, Masataka e Keiko conquistaram sucesso profissional e conforto material. Na época em que os dois filhos, Vanessa e Ives, eram crianças, os bens da família se multiplicavam, por conta das 16 horas, em média, de trabalho do casal em sua rede de lojas de R$ 1,99, a grande coqueluche comercial da época.

Entretanto, esse sucesso começou a atrair inveja e cobiça para a família. E na noite de 29 de agosto de 1997, uma sexta-feira, um rapaz bem vestido chega para fazer uma entrega na casa da família e quando a babá, a senhora Elvira, abre o portão, o seqüestrador a empurra para dentro de casa com uma arma na cabeça. Em instantes, leva o garoto Ives com ele. Quando os pais chegam em casa, a criança já tinha sido seqüestrada.

Foram 11 dias, de Ives levado embora até seu corpo ser encontrado no bairro de Itaquera, na capital paulista. Ives foi morto com dois tiros na cabeça, enquanto dormia pelo efeito do comprimido Lexotan, que lhe foi dado misturado ao leite. A ideia inicial era apenas retirar dinheiro da família, mas quando o menino reconheceu o segurança de seu pai, não restou outra alternativa ao bandido. Matou o menino duas horas depois de terem levado-o ao cativeiro.

Apesar da dor que massacrou o coração de Masataka, no dia do julgamento dos assassinos de seu filho, ele os perdoa publicamente, no tribunal, com as seguintes frases: “Se vocês são homens, me enfrentem, seus covardes! Vocês serão expulsos da Corporação Militar e julgados por um júri comum. Vão para a cadeia, onde a lei para os homens que matam uma criança são muito duras. Por isso, rezem a Oração do Perdão para o meu filho, pois ele era um inocente que não faria mal nenhum a vocês. Eu não vim para matar vocês. Vim para perdoar!”.

Uma das partes mais emocionantes do livro é quando Ota vai a Uberaba para um encontro com o médium Chico Xavier. A esposa estava grávida novamente, de cinco meses, e o espírita chama o homem e dispara: “Quero lhe dar parabéns, seu filho está voltando”. Nasce a bebê, chamada de Ises, e traz a alegria de volta à família, que não tem dúvidas de que seu filho amado voltou.

Logo depois, fundaram o Movimento da Paz e Justiça Ives Ota, que ajuda pessoas que passam pelo drama da violência. E eles afirmam que tudo o que aconteceu com seu pequeno Ives, fazia parte do que estava reservado para eles como missão: compartilhar experiências, amparar e transformar a vida de todos os que cruzam o seu caminho.

Uma excelente dica de leitura. Se interessou? Então, compre e leia!

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O sortudo da vez, que leva o exemplar do livro O Ócio Criativo, de Domenico de Masi, é:

Marcelo Rino, que fez o comentário número 2:

Enviado em 09/04/2009 às 17:45

ae glau.. esse muito me interessa hien!!! beijao

Parabéns, Marcelo. E que esse livro te ajude a mudar o conceito de trabalho e que as boas ideias venham cada vez mais! Peço que me envie, por favor, o seu endereço completo por e-mail (glauciananunes@gmail.com), para que eu possa postar o presente.

Metodologia do sorteio:
Foram 11 comentários, das 17h38 do dia 9/4 até às 18h16 do dia 13/4. Todos os comentários foram numerados por ordem de postagem. Esses 11 números foram inseridos na ferramenta de sorteio randômico do site www.random.org e sorteados. O resultado foi o número 2. Segue, abaixo, o print da tela do site usado.

Obrigada a todos que participaram e no próximo mês tem mais! Até lá, amigos.

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira, 02/04, em Londres, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o “político mais popular da Terra”.

Obama fez o comentário em uma roda de líderes mundiais, pouco antes do início da reunião do G20. Obama troca um aperto de mãos com o presidente brasileiro, olha para o primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, e diz, apontando para Lula: “Esse é o cara! Eu adoro esse cara!”.

Em seguida, enquanto Lula cumprimenta Rudd, Obama diz, novamente apontando para Lula: “Esse é o político mais popular da Terra”. Rudd aproveita a deixa e diz: “O mais popular político de longo mandato”.

“É porque ele é boa pinta”, acrescenta Obama.

O encontro foi registrado em vídeo pela BBC, que mostra a cena em que os dois se cumprimentam.

Hoje as novas mídias estão agitadas com a rasgação de seda norte-americana. Será que Oabama fez isso porque é legal, porque Lula realmente é o cara ou porque o Brasil é um país nem tão afetado pela crise mundial?

Não devo me esquecer que política é política e que qualquer aperto de mão tem segundas intenções, entretanto, eu comemoro o fato, porque são dois grandes líderes. E Lula está conseguindo levar o carisma do povo brasileiro para a alta cúpula poderosa.

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O valor das ideias

Posted by glauciana on March 30th, 2009 in Comunicação 4 Comments

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Quanto custa uma ideia? Como se cobra por uma ideia? Por hora? Por lauda? Por caracteres?

Ideias não são concretas e, por isso, não cabem na planilha. Não se adequam ao caderno quadriculado, tampouco ao talão de Nota Fiscal.

E pessoas que têm ideias, as realmente boas, são raras. Em um mundo, no qual as coisas acontecem com tanta rapidez, ter um insight inédito é um belo desafio.

Mas, vez ou outra pensamos coisas legais. E a pergunta do momento é: como cobrar pelas ideias. Sim, porque para mim elas não têm métricas.

O texto se cobra por lauda, o design se cobra por hora e a Arquitetura de Informação se cobra por job. Agora, a ideia?

De repente, por conta de uma simples visão sua, o cliente pode resolver a sua vida e passar a faturar muito. Quanto vale essa ideia?

Não tenho a resposta! Quem tiver, por favor, me passe o segredo.

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Ah, e meu jejum de escrita durou pouco. Pelo menos aqui no blog. Em outros meios ainda estou na mudez. A máxima continua valendo: “os incomodados que se mudem”. Ou, então, que não leiam o que eu tenho a dizer!

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As ideias nascem no ócio

Posted by glauciana on March 24th, 2009 in Comunicação 6 Comments

ideia

Domenico de Masi, sociólogo italiano, ganhou asas além itália com seu livro “O Ócio Criativo“, lançado em 2000, por fazer uma afirmação, relativamente, chocante e nova naquela época: a criatividade vem à tona com o ócio. Ou seja, nos momentos de lazer e em que a mente não está agitada é que as ideias criativas e inovadoras surgem.

Desde então [e também com o avanço da Internet, com a chegada da web 2.0 e das redes sociais], falou-se mais nesse assunto. Sobretudo porque alguns teóricos consideram que os gadgets da vida, que vieram nessa onda, são um estímulo ao ócio. Já outros ponderam que é justamente daí que estão saindo as ideias – aparentemente inúteis – mas que estão revolucionando o modo das pessoas interagirem e se comunicarem no século XXI.

E hoje li um texto bem interessante no Webinsider, do Eduardo Zugaib, que é palestrante em criatividade aplicada ao crescimento pessoal. Lá, ele diz que “quando o ego relaxa, a criatividade goza”. Isso porque quando a auto-censura é desligada, o hemisfério cerebral direito fica livre para criar novas conexões e ideias.

Nós somos regidos pelo hemisfério esquerdo, o mais racional, lógico, cartesiano. Então, em momentos em que o intelecto não está sendo muito usado – como quando estamos tomando banho, fazendo a barba ou aguardando o sono chegar – é que as boas ideias pipocam na cabeça. É porque, nesses momentos, nosso ego baixa a guarda e a mente apresenta a criatividade.

Pronto, tá explicado porque as minhas ideias mirabolantes nascem quando estou na cama. E o porquê delas não irem para frente no dia seguinte. Claro, porque normalmente elas são tão absurdas na próxima manhã, que eu mesma fico corada por lembrar-me delas. Maldita auto-censura!

A partir de agora, vou andar com um notebook e um bloco de anotações à tiracolo, para escrever meus planos de ação. Com eles no papel, quem sabe no dia seguinte eu consiga encará-los e passar por cima de meus pudores. E isso é um exercício. Pratique você também!

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