Mais gentileza para os nossos dias

Posted by admin on August 5th, 2010 in Coisas que eu gosto 19 Comments

Refleti sobre a gentileza e a afetividade aqui em casa para um texto no Blog Coisa de Mãe. Pesquisando sobre o assunto me deparei com a feliz ideia de uma instituição que apoio, baseada em uma ação bem legal: o Movimento Mundial pela Gentileza (World Kindness Movement).

O movimento se originou no Japão, durante uma conferência em 1997, e prega que as atitudes gentis, e o cuidado em ser prestativo e atencioso com o próximo, possam despertar o mesmo sentimento em outras pessoas. Além disso, sua missão é inspirar atitudes simpáticas nos indivíduos e conectar as nações por meio da gentileza. O representante brasileiro do WKM é a Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV) e tem, basicamente, a mesma proposta do Movimento Mundial.

A ABQV tem sua sede na cidade de São Paulo e foi fundada em 1995, depois que um grupo de profissionais, de diferentes áreas ligadas à promoção de saúde e qualidade de vida, visitou programas de bem-estar em companhias americanas e canadenses. O papel principal da Associação é promover a interação e o desenvolvimento de profissionais voltados para atuação em qualidade de vida, formando opiniões de estilo de vida em ambientes saudáveis. Para isso, oferece diversos serviços e treinamentos para empresas que queiram deixar o ambiente de trabalho mais agradável.

Ser gentil faz bem para o corpo e para a mente. Mas, tão importante quanto ser educado com os outros é necessário empregar a gentileza como estilo de vida para si próprio, como afirma a psicóloga e vice-presidente de projetos da ABQV, Sâmia Aguiar Brandão Simurro. “As atitudes gentis são capazes de provocar uma sensação de alegria, que pode se transformar em calma e bem-estar posterior. Gentil é aquele que contribui para que o ambiente em que ele vive seja mais harmonioso”, enfatiza Sâmia.

A Associação tem diversos serviços e trabalhos voltados para empresas e companhias. Se quiser saber mais e entrar em contato, acesse www.abqv.org.br.

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Brindo à vida, meus amores

Posted by admin on July 27th, 2010 in Coisas que eu gosto 45 Comments

Eu celebro as boas coisas da vida. E, para mim, coisa boa mesmo é aquela simples, que acontece diariamente, no limiar das sutilezas, no caminho para o trabalho, no desenrolar de uma reunião, num almoço corriqueiro.

E eu compartilho com aqueles que eu amo as minhas conquistas. Por menores que sejam. Meus quilos perdidos, meu filho que se vira no chão pela primeira vez, o aniversário de um amigo querido, que me motiva a escrever novamente… tudo tão simples, tão ameno, mas tão festejado.

Eu brindo à vida. Brindo com suco de uva em copo de requeijão. Porque o que importa é o motivo a ser comemorado. E olha que a vida tem me dado tantos bons motivos para fazer tim tim todo dia.

E quer saber? O mais feliz de tudo é que sempre trombo pelo caminho umas poucas boas almas que topam comemorar minhas insanidades. Minha mãe, meu marido-amor-companheiro-amigo, meus filhos. Gente de coração grande, que sorri descaradamente quando conto que andei de patins e caí de bunda. Eles, que compartilham de minhas meninices. Sorte a minha ter gente tão amável por perto, viu?!?

E porque a vida só vale a pena assim: se brindada, compartilhada, sorrida, escancarada, dividida, comemorada… vivida e não apenas sobrevivida.

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Eu tenho muitas lembranças da minha infância. Algumas tristes, é verdade, mas a maior parte, felizmente, são bem doces. Recheadas de bons monentos, de alegrias, de traquinagens, de aventuras de criança.

E ser criança na década de 80 era algo muito diferente do que é ser petiz hoje em dia. Isso porque, naquela época, a gente brincava na rua, subia em árvore, andava de bicicleta no campinho, empinava pipa no terreno baldio. Coisas raras hoje em dia.

E desde aquele tempo já havia uma marca que fazia a cabeça, ou melhor, os pés da gente. A Ortopé, que tinha aquele jingle lindo: “Ortopé, Ortopé, tão bonitiiiinho”. Lá em casa, apesar dos recursos serem tão curtos, a gente andava sempre na estica. Com retalhos eram feitos os vestidinhos e nos pés os sapatinhos eram Ortopé.

E não é que levei um susto daqueles quando vi a Ortopé esses dias. Eu, agora mãe, comprando Ortopé pros meus meninos. Que bacana ver uma marca que a gente usou agora no armário de nossos filhos. Sobretudo se a gente tem boas lembranças.

E a Ortopé está com uma promoção incrível. É a Ortopé Eco, que tem o mote “Crie um filho, plante uma árvore, escreva um livro”. Uma oportunidade e tanto pra gente mostrar que está construindo um futuro legal para os nossos pequenos.

Há três formas de participar da promoção: enviando uma foto em que esteja em uma situação ecológica, de preferência ligada ao plantio de uma árvore; enviando uma foto dos filhos em contato com a natureza; ou enviar um texto de sua autoria que fale sobre algum assunto ligado à crianças e a ecologia.

Os prêmios são produtos da linha Ortopé e a promoção vai até 6 de dezembro de 2010. Além disso, as melhores histórias farão parte de um livro lançado pela marca. Os vencedores serão anunciados no hotsite da promoção em até 30 dias após o término.

E aí, que tal participar e se lembrar dos bons momentos da infância? Aquela velha infância, quando subir em árvore era algo tão natural.

*Este post é um publieditorial.

Da minha precoce nostalgia

Posted by admin on May 5th, 2010 in Coisas que eu gosto 27 Comments

Quando eu for bem velhinha, espero receber a graça de, num dia de domingo, me sentar na poltrona da biblioteca e, bebendo um cálice de Porto, dizer a minha neta:

- Querida, venha cá. Feche a porta com cuidado e sente-se aqui ao meu lado. Tenho umas coisas pra te contar.

E assim, dizer apontando o indicador para o alto: – O nome disso não é conselho, isso se chama corroboração!

Eu vivi, ensinei, aprendi, caí, levantei e cheguei a algumas conclusões. E agora, do alto dos meus 82 anos, com os ossos frágeis a pele mole e os cabelos brancos, minha alma é o que me resta saudável e forte.

Por isso, vou colocar mais ou menos assim:

É preciso coragem para ser feliz. Seja valente.
Siga sempre seu coração. Para onde ele for, seu sangue, suas veias e seus olhos também irão.
E satisfaça seus desejos. Esse é seu direito e obrigação.

Entenda que o tempo é um paciente professor que irá te fazer crescer, mas escolha entre ser uma grande menina ou uma menina grande, vai depender só de você.
Tenha poucos e bons amigos. Tenha filhos. Tenha um jardim.

Aproveite sua casa, mas vá a Fernando de Noronha, a Barcelona e a Austrália.
Cuide bem dos seus dentes.
Experimente, mude, corte os cabelos. Ame. Ame pra valer, mesmo que ele seja o carteiro.
Não corra o risco de envelhecer dizendo “ah, se eu tivesse feito…”
Tenha uma vida rica de vida.
(Vai que o carteiro ganha na loteria – tudo é possível, e o futuro é imprevisível.)

Viva romances de cinema, contos de fada e casos de novela.
Faça sexo, mas não sinta vergonha de preferir fazer amor.
E tome conta sempre da sua reputação, ela é um bem inestimável. Porque sim, as pessoas comentam, reparam, e se você der chance elas inventam também detalhes desnecessários.

Se for se casar, faça por amor. Não faça por segurança, carinho ou status.
A sabedoria convencional recomenda que você se case com alguém parecido com você, mas isso pode ser um saco!

Prefira a recomendação da natureza, que com a justificativa de aperfeiçoar os genes na reprodução, sugere que você procure alguém diferente de você. Mas para ter sucesso nessa questão, acredite no
olfato e desconfie da visão. É o seu nariz quem diz a verdade quando o assunto é paixão.

Faça do fogão, do pente, da caneta, do papel e do armário, seus instrumentos de criação. Leia.
Pinte, desenhe, escreva. E por favor, dance, dance, dance até o fim, se não por você, o faça por mim.

Compreenda seus pais. Eles te amam para além da sua imaginação, sempre fizeram o melhor que puderam, e sempre farão.
Cultive os amigos. Eles são a natureza ao nosso favor e uma das formas mais raras de amor.
Não cultive as mágoas – porque se tem uma coisa que eu aprendi nessa vida é que um único pontinho preto num oceano branco deixa tudo cinza.

Era só isso minha querida. Agora é a sua vez. Por favor, encha mais uma vez minha taça e me conte: como vai você?

Por Maria Sanz Martins

Eu sempre acreditei que o bem feito de coração voltava, de alguma forma, para quem o pratica. Não sei ao certo se aprendi isso com minha mãe ou se carrego mesmo essa convicção comigo desde sempre, de outrora.

O fato é que o inverso é bem verdadeiro nisso. Penso que o mal que se faz também volta. Isso porque a vida é cíclica, eu enxergo o tempo como circular e as energias estão por aí, fluindo. Basta estar na mesma frequência que elas e pronto, elas colam em você, como poeira gruda na margarina do pão quando ele cai pra baixo.

Me lembro bem do filme Crash – No Limite, que assisti apenas uma vez, mas o suficiente para lembrar bem sobre o que ele fala, a tal circularidade. No passado até escrevi algo sobre ele. Lá, naquele texto, eu dizia que nada acontece por acaso e que não somos joguetes do destino, não. Somos muito protagonistas da nossa própria vida, por mais que alguns tentem ser meros coadjuvantes. Cada qual, no seu espaço, comanda seu próprio destino. E via de regra se sai melhor aquele que tem essa consciência.

É por isso que eu vejo por aí gente quebrando a cara. Uns quebrando de acordo mesmo. Outros quebrando um pouquinho por dia. Doloroso isso. Desejar a maldade ao outro. Tripudiar sobre os sentimentos das pessoas. Zombar daqueles mais vulneráveis que nós. São atitudes de baixa energia, que um dia, de alguma forma, voltarão para nós.

Castigo de Deus? Punição da vida? Não, nada disso, apenas uma lei natural. Ação e reação. As energias, como eu já disse, estão por aí. Basta estar na mesma sintonia.

Ontem eu chorei. Mas, anteontem também. E no final de semana também. Mas, não, eu não estou triste. Aliás, estou é feliz demais, grata porque a vida só me dá felicidades. Não tenho do que reclamar, só tenho a agradecer, contente, o muito que me é dado. Esse muito que não é comprado pelo dinheiro, que não se pega na prateleira, que não se encontra nas fugacidades da vida.

Chorei foi mesmo de nostalgia. Ou fora de saudade. Não sei ao certo a diferença entre essas duas palavras, mas chorei. Um chorinho misturado com riso. Aquelas lágrimas que caem enquanto você canta, e ri, e chora. E foi assim, às quatro da tarde, porque emoção mesmo, essa que sai de dentro, não tem hora nem lugar pra florescer.

Era “The Wonders“. Era “That Thing You Do“. Era uma cidade quente. Era menina moça. Era faculdade. Era verão o ano inteiro. Era cachaça dia sim e no outro também. Era o inesperado. Era amor de frio na barriga. Era São João em mês gelado. Era esfirra na madrugada. Era lanche de tarde. Era pouca regra. Era muita festa.

E no “And I tried and tried to forget you, girl. But it’s just so hard to do” eu voltava para aquele tempo e via tudo tão nítido, como filme em tela de bom cinema. E me dava saudade. Ou dava nostalgia. Ou dava tudo isso aí junto.

Como é bom ter tanta memória pra sentir e se orgulhar do caminho que trilhamos. Afinal, a vida da gente é feitinha disso aí, de pedaços de tempo recortados à mão e colados num álbum sem muito cuidado.

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E aí, meu querido brother?

Posted by admin on March 5th, 2010 in Coisas que eu gosto No Comments

Eu não sei o que é ter um irmão. Na prática não os tive, mas na teoria sim. Tenho duas meia-irmãs, filhas de meu pai biológico, mas só as vi uma vez na vida. Tenho um irmãozinho recente, filho do meu outro pai. Esse rolo familiar que nossos pais nos metem. Além disso, ainda fui criada, grande parte da minha vida, na mesma casa que meus cinco primos, todos irmãos. Com eles, aprendi a dividir, a chorar, a bater, a ter companhia e muitas outras coisas que se aprende no relacionamento familiar.

Mas, ainda sim, acredito que não sei exatamente o que é ter um irmão. Isso porque eu não vi a barriga da minha mãe crescer, não cheguei em casa e me deparei com um bebezinho, não perdi o meu reinado em casa e uma série de coisas que passa o irmão mais velho.

Deve ser por isso que mexe tanto comigo o fato de ser mãe de dois filhos. Desde que a maternidade aflorou em mim sempre disse que queria ter mais de uma cria. Afinal de contas, acho mesmo que formar família é o grande barato dessa vida. Somado ao fato de ter encontrado um companheiro 100% à favor de uma prole, pronto, aqui estão Eduardo e Luca.

Desde o dia que Luca chegou ao mundo é que as pulgas moram atrás de minha orelha e que meu coração sofre um tantinho. Explico. Eu, por não ter tido irmãos, não sei que processo é esse que ocorre entre eles. Como eles se sentem? O que se passa na cabeça e no coração deles? E pior, como mãe, como é que vou lidar com duas crianças diferentes, com personalidades únicas e demandas próprias?

Foi por isso que no nosso primeiro dia em casa, após a saída da maternidade, eu chorei sentada no sofá enquanto os pequenos dormiam. Sentia um aperto no coração por Eduardo pedir o meu colo enquanto eu amamentava Luca. E ao contrário também. Quando Luca chorava de fome e Eduardo me olhava com aquela carinha pedindo para eu não parar de brincar com ele.

Ambos estão perdendo? Ou ambos estão ganhando? Afinal de contas, apesar de não ter irmãos nessa vida, carrego comigo o quão sublime deve ser essa relação. E me orgulho muito de poder proporcionar esse relacionamento que não tive a duas pessoas.

Sigo ainda me adaptando a dividir as atenções e a mostrar a ambos o quanto eu os amo de forma igual, apesar das diferenças entre cada um deles. Tenho convicção de que farei o meu melhor para que essas crianças possam crescer tendo como base um ao outro. Que eles possam ser um elo de confiança e amizade entre si. Que possam se orgulhar de terem um irmão.

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Meus partos normais humanizados

Posted by admin on March 4th, 2010 in Coisas que eu gosto No Comments

Desde muito antes de pensar em ser mãe eu já era simpatizante do parto natural. Mesmo sem saber ao certo o porquê, algo me fazia pensar ou talvez apenas sentir que esse tipo de parto fosse o melhor. Uma maneira inconsciente que eu, mamífera por instinto, manifestava sobre a vinda de um bebê ao mundo.

Hoje, aos 28 anos, e mãe de duas crianças lindas, tenho muito orgulho de dizer que meus dois filhos chegaram de parto normal. Mas, porque haveríamos de nos orgulhar de algo que deveria ser o mais… porque não normal, como sugere o próprio nome?

Porque no Brasil há um triste e alarmante índice de partos por cesárea, a intervenção cirúrgica de médio porte, que corta sete camadas de tecido para retirar o bebê. Apesar da Organização Mundial de Saúde (OMS) ter um aviso “A cesariana pode fazer mal à saúde” – esse é o tipo de parto que mais cresce no Brasil.

As razões para esse aumento desproporcional no número de partos cirúrgicos são históricas. As mudanças de comportamento incentivadas pela Revolução Sexual e o Movimento Feminista geraram mulheres mais ativas e exigentes.

Era comum lermos, em grandes reportagens de jornais e revistas, declarações em que as mães testemunhavam a favor da cesariana, dizendo que seu filho nasceria numa data que lhe seria conveniente, não haveria correrias, a criança nasceria sem o “trauma” do parto normal, etc. A essa visão algo distorcida dos fatos veio aliar-se a conveniência dos médicos: um trabalho de parto normal pode tomar de 4 a 8 horas (e às vezes mais) do tempo deles, enquanto numa cesariana, em condições normais, tudo se resolve em pouco mais de uma hora. Além do que, imagino eu, eles devem ganhar mais num parto cirúrgico do que num parto natural.

E eu, desde que engravidei de Eduardo, meu primeiro filho, passei a ser ainda mais defensora do parto normal, pois me informei sobre o assunto, coisa que eu imagino que não ocorra com todas as futuras mães. Por conta desse aculturamento da cesariana, as parturientes não se dão ao trabalho nem de refletir sobre o assunto, não faz parte do imaginário delas mesmo. E aí, para complicar, caem em um obstetra que também não fala sobre o assunto, e aí para essas gestantes o natural, ao invés de ser o parto vaginal, passa a ser o cirúrgico.

Durante a minha segunda gravidez, de Luca, arrisco que 95% das pessoas me perguntavam: “para quando está marcado o seu parto?”. E eu sempre respondia com paciência que meu parto não era agendado, pois ele seria no dia em que meu filho estivesse pronto para chegar ao mundo e não no dia que fosse mais cômodo para o médico. Normalmente, recebia olhares de espanto e a frase: “nossa, como você é corajosa”.

Eu sempre ria por dentro. Isso porque, para mim, corajosas são essas pessoas que se submetem a tantos pontos no abdomem para parir, esse processo tão natural a nós mulheres. A natureza nos fez assim, com útero, vagina, mamas, tudo prontinho para gerar, parir e alimentar um filhote. Apesar de não nos lembrarmos disso, somos mamíferas e o processo tem muito de animal também.

Além disso, pulsava dentro de mim um desejo pessoal, muito particular. Trazer meus filhos ao mundo era algo que eu desejava e sabia que podia fazer por mim mesma, sem ajuda, sem deixar que fizessem por mim. Parir, para mim, também foi de certa forma uma jornada de auto-conhecimento, de superação: eu queria descobrir a força que tinha, queria saber do que era capaz.

Precisamos passar pelas dores do parto para poder segurar as dores maiores que virão depois, sendo mãe. Não são dores físicas como as do parto, mas talvez até piores. O parto normal nos faz introjetar aquilo que realmente importa nesse momento: ser mãe. As dores, a espera, as contrações, a evolução do seu corpo, a modificação da barriga. Tudo isso faz parte do processo que marca a nossa vida, nos preparando de fato para sermos mães. As mulheres que optam em pular essa parte, pelo comodismo, pelo medo, pela fuga de não sentirem dores, perdem algo muito significativo do processo de ser mãe.

E, dessa forma, com esse desejo tão forte, tudo foi como eu esperava que fosse. Eduardo e Luca chegaram ao mundo de parto natural, de forma muito humanizada, e no hospital. Ambos vieram com a ajuda indispensável de meu obstetra, Dr. Waldemar de Almeida Pereira de Carvalho, o médico mais humano que conheço. Um profissional lúcido, que não só examina a gestante, mas ajuda-a a se preparar para o momento da chegada do bebê e sempre respeita o desejo do tipo de parto.

Os meus partos
Eduardo chegou no dia 14 de julho de 2007, com 36 semanas de gestação, ou seja, um mês antes do que era previsto. Minha bolsa se rompeu às 4h30 e ele nasceu, no Hospital Santa Helena, às 11h25. Um parto rápido, boa evolução e dilatação total para a passagem dele.

Luca foi ainda mais rápido. Apenas três horas após o rompimento da bolsa ele nasceu. Às 23h30 senti o líquido escorrer, ainda fui tomar banho, calma e tranquila, feliz por saber que tinha chegado a hora. Estávamos com pouco mais de 39 semanas de gestação. Chegamos na Maternidade Pro Matre Paulista às 00h30 do dia 2 de fevereiro de 2010 já com seis dedos de dilatação. Em pouco tempo na banheira evoluímos para mais abertura e na chegada do Dr. Waldemar eu já sentia Luca descendo pelo colo de meu útero, chegando ao mundo às 2h41.

Um parto lindo, humanizado, praticamente sem dor e respeitando o tempo de maturação de meu bebê, e respaldado por profissionais muito éticos e atenciosos. Obrigada a todos da Pro Matre Paulista que fizeram esse ser um dos momentos mais bonitos da minha vida:

Dr. Waldemar de Almeida Pereira de Carvalho
, ginecologista obstetra.
Dra. Luciana Nazaré Lima da Cruz, anestesiologista.
Dra. Adriana Valle Peluzzo, neonatologista.
Enfa. Simone Renata Rodrigues Nascimento, obstetriz.

Serviço:

Dr. Waldemar de Almeida Pereira de Carvalho
Reprodução Assistida e Endoscopia Ginecológica
Endereço: Rua Diogo de Faria, 776 – Vila Mariana. São Paulo – SP
Telefones: (11) 5571-2023 / 5082-3440 / 5579-1876

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Será?

Posted by glauciana on January 29th, 2010 in Coisas que eu gosto 4 Comments

Nesses últimos dois dias três pessoas me abordaram questionando sobre o meu blog. Desde o ano passado que minha frequência de posts foi diminuindo, diminuindo, até minguar em um desejo bem real de ano novo.

E hoje, depois de uma pessoa especial, que eu gosto muito, me perguntar se eu desencanei do blog, eu fiquei realmente pensando no porquê de ter “desistido” de fazer uma das coisas que mais amo na vida.

E me questionei. Em primeira mão me veio à cabeça fatos que ocorreram no ano passado, que mexeram com minha autoestima profissional. Algumas poucas pessoas realmente me fizeram acreditar que eu não tenho talento nenhum. Deram um jeitinho daqui, um e-mail dali, umas palavras rudes de lá até que conseguiram me fazer desistir. Eu, que sempre acreditei nas minhas convicções, cheguei mesmo a acreditar e até questionar o meu talento para a redação. Talvez ainda não esteja em meu melhor momento autoestima profissional.

Mas, é claro, a vida da gente é cheinha de fases, como tantas vezes eu já escrevi aqui. E o momento agora é de gerar uma nova vida. Não há nada mais meritoso do que poder gerar uma vida dentro da gente. Sinto que me preparo para a chegada de mais um ser humano no mundo. E a verdade é que isso demanda energia, disposição, concentração e meu corpo todo responde apenas à ele nesses últimos meses.

Sei, como foi da primeira vez, que por enquanto serei apenas mãe. Que minhas unhas ficarão por fazer, que as lingeries estarão sempre com um cheirinho azedo de leite, que o sexo ficará para as noites do nana nenê, que o vinho ficará para depois da amamentação. A progressiva também. A redação. Bem, essa não sei. Isso porque o que sinto neste momento é uma intesa vontade de só me dedicar a ele que está chegando.

Se eu escrevo bem? Se escrevo mal? Talvez agora não seja a hora de provar isso para ninguém. Nem a mim mesma. Talvez seja a hora de deixar as coisas quietas, como estão aqui nesse espaço. E um dia, se houver vontade, se houver desejo, se houver sonhos a serem compartilhados pelas palavras, aqui estarei novamente.

Por enquanto, é o que tem pra hoje.

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Apaixone-se em 2010

Posted by glauciana on January 2nd, 2010 in Coisas que eu gosto 1 Comment

Amanhã, apaixone-se
Porque o dia seguinte é o dia mais importante da sua vida
É no dia seguinte que sabemos se o dia de ontem valeu à pena
É no dia seguinte que acordamos para a realidade ou continuamos no sonho
A vida da gente começa no dia seguinte e só existe uma maneira de viver: apaixonado

Por isso, dance como se ninguém estivesse vendo você
Trabalhe como se não precisasse de dinheiro
Corra como se não houvesse a chegada
Ame como se nunca tivesse sido magoado antes
Acredite como se não houvesse frustração
Cante como se ninguém estivesse ouvindo
Beije como se fosse eterno
Sorria como se não existisse lágrimas
Abrace como se fossem todos amigos
Durma como se não houvesse amanhã
Crie como se não existisse crítica
Vá como se não precisasse voltar
Acorde como se nunca mais fosse acordar
Faça a próxima viagem como se fosse a última
Vista-se como se não conhecesse espelhos
Proponha como se não existissem as recusas
Brinque como se não tivesse crescido
Levante como se não tivesse caído
Case como se não houvesse outra
Mergulhe como se não houvesse medo
Ouse como se não existisse o certo ou o errado
Aprecie como se fosse eterno
Viva como se não houvesse fim

Prefira ser em vez de ter
Sentir em vez de fingir
Andar em vez de parar
Ver em vez de esconder
Abrir em vez de fechar

Apaixonar-se é um exercício de jardinagem:
Arranque o que faz mal
Prepare o terreno
Semeie
Seja paciente
Espere
Regue e cuide
Assim terá um jardim

Mas, esteja preparado
Pois haverá pragas, secas ou excessos de chuvas
Mas, se desistir não terá um jardim
Terá um descampado

A paixão não se vê
Não se guarda
Não se prende
Não se controla
Não se compra
Não se vende
Não se fabrica

A paixão é a diferença entre o sucesso e o fracasso
Entre a dúvida e a certeza

Apaixonados não esperam, agem
A paixão é que o faz coisas iguais serem diferentes

Amanhã, quando acordar pense se hoje valeu a pena e apaixone-se
Porque, em 24 horas você vai entrar no dia mais importante da sua vida
O dia seguinte.

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