Desde muito antes de pensar em ser mãe eu já era simpatizante do parto natural. Mesmo sem saber ao certo o porquê, algo me fazia pensar ou talvez apenas sentir que esse tipo de parto fosse o melhor. Uma maneira inconsciente que eu, mamífera por instinto, manifestava sobre a vinda de um bebê ao mundo.
Hoje, aos 28 anos, e mãe de duas crianças lindas, tenho muito orgulho de dizer que meus dois filhos chegaram de parto normal. Mas, porque haveríamos de nos orgulhar de algo que deveria ser o mais… porque não normal, como sugere o próprio nome?
Porque no Brasil há um triste e alarmante índice de partos por cesárea, a intervenção cirúrgica de médio porte, que corta sete camadas de tecido para retirar o bebê. Apesar da Organização Mundial de Saúde (OMS) ter um aviso “A cesariana pode fazer mal à saúde” – esse é o tipo de parto que mais cresce no Brasil.
As razões para esse aumento desproporcional no número de partos cirúrgicos são históricas. As mudanças de comportamento incentivadas pela Revolução Sexual e o Movimento Feminista geraram mulheres mais ativas e exigentes.
Era comum lermos, em grandes reportagens de jornais e revistas, declarações em que as mães testemunhavam a favor da cesariana, dizendo que seu filho nasceria numa data que lhe seria conveniente, não haveria correrias, a criança nasceria sem o “trauma” do parto normal, etc. A essa visão algo distorcida dos fatos veio aliar-se a conveniência dos médicos: um trabalho de parto normal pode tomar de 4 a 8 horas (e às vezes mais) do tempo deles, enquanto numa cesariana, em condições normais, tudo se resolve em pouco mais de uma hora. Além do que, imagino eu, eles devem ganhar mais num parto cirúrgico do que num parto natural.
E eu, desde que engravidei de Eduardo, meu primeiro filho, passei a ser ainda mais defensora do parto normal, pois me informei sobre o assunto, coisa que eu imagino que não ocorra com todas as futuras mães. Por conta desse aculturamento da cesariana, as parturientes não se dão ao trabalho nem de refletir sobre o assunto, não faz parte do imaginário delas mesmo. E aí, para complicar, caem em um obstetra que também não fala sobre o assunto, e aí para essas gestantes o natural, ao invés de ser o parto vaginal, passa a ser o cirúrgico.
Durante a minha segunda gravidez, de Luca, arrisco que 95% das pessoas me perguntavam: “para quando está marcado o seu parto?”. E eu sempre respondia com paciência que meu parto não era agendado, pois ele seria no dia em que meu filho estivesse pronto para chegar ao mundo e não no dia que fosse mais cômodo para o médico. Normalmente, recebia olhares de espanto e a frase: “nossa, como você é corajosa”.
Eu sempre ria por dentro. Isso porque, para mim, corajosas são essas pessoas que se submetem a tantos pontos no abdomem para parir, esse processo tão natural a nós mulheres. A natureza nos fez assim, com útero, vagina, mamas, tudo prontinho para gerar, parir e alimentar um filhote. Apesar de não nos lembrarmos disso, somos mamíferas e o processo tem muito de animal também.
Além disso, pulsava dentro de mim um desejo pessoal, muito particular. Trazer meus filhos ao mundo era algo que eu desejava e sabia que podia fazer por mim mesma, sem ajuda, sem deixar que fizessem por mim. Parir, para mim, também foi de certa forma uma jornada de auto-conhecimento, de superação: eu queria descobrir a força que tinha, queria saber do que era capaz.
Precisamos passar pelas dores do parto para poder segurar as dores maiores que virão depois, sendo mãe. Não são dores físicas como as do parto, mas talvez até piores. O parto normal nos faz introjetar aquilo que realmente importa nesse momento: ser mãe. As dores, a espera, as contrações, a evolução do seu corpo, a modificação da barriga. Tudo isso faz parte do processo que marca a nossa vida, nos preparando de fato para sermos mães. As mulheres que optam em pular essa parte, pelo comodismo, pelo medo, pela fuga de não sentirem dores, perdem algo muito significativo do processo de ser mãe.
E, dessa forma, com esse desejo tão forte, tudo foi como eu esperava que fosse. Eduardo e Luca chegaram ao mundo de parto natural, de forma muito humanizada, e no hospital. Ambos vieram com a ajuda indispensável de meu obstetra, Dr. Waldemar de Almeida Pereira de Carvalho, o médico mais humano que conheço. Um profissional lúcido, que não só examina a gestante, mas ajuda-a a se preparar para o momento da chegada do bebê e sempre respeita o desejo do tipo de parto.
Os meus partos
Eduardo chegou no dia 14 de julho de 2007, com 36 semanas de gestação, ou seja, um mês antes do que era previsto. Minha bolsa se rompeu às 4h30 e ele nasceu, no Hospital Santa Helena, às 11h25. Um parto rápido, boa evolução e dilatação total para a passagem dele.
Luca foi ainda mais rápido. Apenas três horas após o rompimento da bolsa ele nasceu. Às 23h30 senti o líquido escorrer, ainda fui tomar banho, calma e tranquila, feliz por saber que tinha chegado a hora. Estávamos com pouco mais de 39 semanas de gestação. Chegamos na Maternidade Pro Matre Paulista às 00h30 do dia 2 de fevereiro de 2010 já com seis dedos de dilatação. Em pouco tempo na banheira evoluímos para mais abertura e na chegada do Dr. Waldemar eu já sentia Luca descendo pelo colo de meu útero, chegando ao mundo às 2h41.
Um parto lindo, humanizado, praticamente sem dor e respeitando o tempo de maturação de meu bebê, e respaldado por profissionais muito éticos e atenciosos. Obrigada a todos da Pro Matre Paulista que fizeram esse ser um dos momentos mais bonitos da minha vida:
Dr. Waldemar de Almeida Pereira de Carvalho, ginecologista obstetra.
Dra. Luciana Nazaré Lima da Cruz, anestesiologista.
Dra. Adriana Valle Peluzzo, neonatologista.
Enfa. Simone Renata Rodrigues Nascimento, obstetriz.






Serviço:
Dr. Waldemar de Almeida Pereira de Carvalho
Reprodução Assistida e Endoscopia Ginecológica
Endereço: Rua Diogo de Faria, 776 – Vila Mariana. São Paulo – SP
Telefones: (11) 5571-2023 / 5082-3440 / 5579-1876
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