akinator_1_defi1A brincadeira é fácil: é só pensar em uma personalidade, nacional ou gringa, e o novo site da web descobre quem você pensou. São, aproximadamente, 20 perguntas com respostas de múltipla escolha – sim, não, provavelmente sim, provavelmente não e não sei, e se você der certinho as instruções para o Akinator – the web genious ele descobre!

O site está apenas disponível em Inglês, Hebraico e Alemão. Chama atenção pelo banco de dados gigante que tem por trás do sistema, já que as personalidades aparecem listadas com fotos. E os cruzamentos de respostas e deduções que deve fazer só pode ser coisa de nerd japonês de Internet. Mais uma onda. Experimente!

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Mais uma vez, ela está no topo da nossa discussão. A pesquisa é o jeito mais efetivo de fazer comunicação e design centrado no usuário e ponto. Não há dúvidas sobre isso. Podemos até pular essa etapa e já partir para os wireframes, mas sabemos que não estamos fazendo a coisa certa.

Muitas vezes essa etapa é pulada porque não há tempo hábil – já que vivemos no mundo do prazo apertado – ou porque o orçamento do projeto não contempla investimento em pesquisa. Tentanto reproduzir e não deixar de lado esse ítem indispensável para o sucesso de qualquer case de Arquitetura de Informação, o jeito é improvisar.

Alguns bons profissionais exemplificaram pesquisas com usuários no EBAI. Na globo.com e no IBGE os product owners conseguiam ir testando cada fase e pacote do projeto com os próprios colaboradores da empresa. Isso funciona! Porém, só em grandes empresas, nas quais as pessoas estão um pouco distantes do foco do negócio.

Explico. Tentei fazer uma etapa anterior à pesquisa (a entrevista) e já constatei que pesquisa com usuário com os meus colegas de trabalho está descartada. Já na entrevista para mapear os requisitos de uma determinada interface, todos os usuários disseram o que seria bom para o NOSSO site e não o que eles ESPERAM de um site de jogos.

Ou seja, quando o usuário está focado demais no negócio, ele não consegue se desprender para realmente testar algo. O ideal é alguém que não está ligado na concepção do site, que não participa ativamente dos processos de decisão e, sobretudo, que não esteja viciado na navegação.

Outro ponto que destaco é que o usuário escolhido para pesquisa tenha um mínimo de familiaridade com o assunto, quando ele for testar a interface. Se eu escolher alguém que não tenha a menor noção do universo de Poker, a pessoa nunca vai entender o que significa um client de Poker. Assim, o botão ali não fará a menor diferença. Contexto é essencial. Ah, e mais que isso. Usuário é usuário, product owner não se enquadra nessa categoria.

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A bendita pesquisa

Posted by glauciana on October 20th, 2008 in Arquitetura de Informação No Comments

Ela foi um dos temas mais falados no segundo EBAI. Vários palestrantes salientaram a importância da pesquisa no processo de Arquitetura de Informação e Design centrado no usuário, afinal, de acordo com Philip Rhodes, da Fhios, para que serve um produto se ele não é útil para seu público-alvo?

Aliás, o inglês fez questão de frisar que em sua empresa – a Fhios, com sede na Inglaterra e mais três escritórios (em São Paulo, em Paris e em Cingapura) – há um departamento inteirinho só de pesquisadores e, detalhe, todos doutores ou mestres!

Um pouco menos “departamentalizada”, Flavia Miranda, que apresentou o case de redesenho do site Ego, da globo.com, junto com Thadeu Morgado, também aplica a pesquisa com seus usuários. “Conforme fazíamos determinada funcionalidade, íamos no departamento ao lado, como o RH, por exemplo, e testávamos com o usuário”, disse Flavia, referindo-se ao processo de desenvolvimento do novo portal.

Luiz Agner, que fez um estudo profundo sobre a experiêcia do usuário com o portal do IBGE, atestou que não há como fazer AI sem pesquisa. Em sua pesquisa, Agner gravou e filmou toda a ação de internautas executando determinadas funções. O trabalho pôde comprovar que o site governamental é difícil e mau organizado. E a boa notícia é que IBGE já está tomando providências quanto a algumas dessas percepções dos usuários.

Como disse Roosevelt, do UOL, “contra números não há argumentos”. Eu iria mais longe e diria “contra a percepção do usuário não há argumentos”. Pesquisemos, Arquitetos de Informação!

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O EBAI 2008 foi um sucesso!

Posted by glauciana on October 20th, 2008 in Arquitetura de Informação No Comments

Arquitetos de Informação reunidos, por Silvio Tanaka

Arquitetos de Informação reunidos, por Silvio Tanaka

O evento, que reuniu cerca de 200 Arquitetos de Informação, movimentou o cenário de AI, design e usabilidade do Brasil e do mundo, já que contou com três palestrantes internacionais: Philip Rhodes, da Inglaterra (Phios), Lucas Pettinati, dos Estados Unidos (Yahoo!) Paulo Jorge da Cunha, de Portugal (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto).

Lucas, Philip e Paulo Jorge, respectivamente, por Silvio Tanaka

Lucas, Philip e Paulo Jorge, respectivamente, por Silvio Tanaka

Nos dois dias de evento, passaram por lá grandes nomes do mercado, como Guilhermo Reis, Frederick van Amstel, Silvia Melo e Luiz Agner, entre outros. As palestras foram bastante pertinentes ao tema e mesclaram cases bem práticos a pesquisas acadêmicas mais teóricas.

Vale salientar que a organização do EBAI merece um sonoro “parabéns”. Horários bem respeitados, tempo para perguntas, coffee breaks deliciosos, um bom sistema de tradução para a palestra em inglês e um bom nível técnico – o que inclui áudio e vídeo.

Isso mostra que os Arquitetos de Informação já são uma nova categoria profissional e que cresce a cada ano, se organizando e produzindo pesquisa. Além disso, o mercado está aquecido. Duas vagas de emprego foram divulgadas durante o EBAI – uma na Globo.com, no Rio de Janeiro, e outra no UOL, em São Paulo.

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Ocorre, entre os dias 17 e 18 de outubro de 2008, a segunda edição do EBAI – Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação, no auditório do CRQ 4ª região (Rua Oscar Freire, 2039. Jardins. São Paulo).

O evento é o maior pólo de discussão de conceitos de AI no país e reúne os principais profissionais e teóricos da área, incluindo personalidades internacionais, como Dr. Philip Rhodes, diretor de Customer Experience Research & Design na fhios.

O EBAI é voltado para Arquitetos de Informação, Designers, Analistas de Usabilidade e Gerentes de Projetos Web e os temas de discussão serão: definições de Arquitetura de Informação, Design de Interação, Design de Experiências; Metodologias e suas aplicações; Documentação; Ferramentas; Comunidades on-line e software social; Mecanismos de busca e SEO; Intranets e portais corporativos; e Usabilidade e pesquisa com usuários.

O encontro é patrocinado pelo UOL e conta com um comitê científico, com nomes como Guilhermo de Almeida e Carolina Leslie, grandes nomes de AI. As inscrições vão até o dia do evento, no valor de R$ 250. Mais informações, pelo site www.congressoebai.org/index.php/EBAI/2008. Participe!

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