redessociais

Pesquisador brasileiro espanta estudantes de comunicação em palestra ao afirmar que twitter, blog e orkut não são redes sociais

Uma abordagem, no mínimo diferente da que se pratica ultimamente – para não dizer utópica – foi a palestra sobre redes sociais, ministrada pelo físico e pesquisador Augusto de Franco, na noite de 15 de setembro, no auditório do Museu de Arte de São Paulo (MASP), na capital paulista.

O palestrante abriu sua fala explicando o conceito de rede social que defende: “São pessoas interagindo segundo um padrão de organização de rede distribuída”. Ou seja, pessoas conectadas já são as redes sociais e não as ferramentas de redes sociais, como twitter, orkut e facebook, de acordo com Franco. Para ele, esses mecanismos são ótimas ferramentas que fazem a articulação de redes: os caminhos e as conexões. Já que, de acordo com o físico, as redes são as próprias pessoas conectadas.

Sendo assim, Augusto mostrou como exemplo o Diagrama de Paul Baran, de 1964, que classifica três redes distintas com as mesmas pessoas, ou seja, com os mesmos indivíduos. Esses três exemplos refletem que existem vários caminhos entre as pessoas em uma rede. As redes são múltiplos caminhos.

Essa afirmação pode ser trazida aos dias atuais para os modelos de hierarquização empresarial e fluxo da informação. Quantos de nós não trabalhamos em empresas que a informação sai de cima e vem para baixo? Ou, então, que a informação sai de cima, se dissemina entre líderes de pequenos grupos em um patamar abaixo e, só depois, chega aos indivíduos desse núcleo? Esse é praticamente o modelo de trabalho que vigora no mundo. Não consigo me lembrar de nenhuma instituição que faça a informação fluir de forma distribuída, sem nenhum ponto de concentração, liderança ou decisão.

Em tese, a Escola de Redes, comunidade criada pelo palestrante, Augusto de Franco, e hospedada no Ning, é um modelo de rede distribuída. A definição dela é a seguinte: “A Escola-de-Redes não é uma organização hierárquica nem uma articulação centralizada ou descentralizada de instituições ou organizações formais. Em última instância, são “apenas” pessoas, conectadas em rede, que cooperam entre si para desenvolver os temas acima, compartilham voluntariamente seus conhecimentos, divulgam e aplicam os produtos que desenvolveram”.

Ainda tenho várias dúvidas e precisaria estudar mais profundamente a teoria que é nova. Como o próprio Augusto diz, as redes não são novas, elas existem desde que o mundo é mundo. O que é nova é a teoria de redes. Para tanto, a Escola de Redes, no Ning, é um bom começo. Uma visão bem diferente da que tanto se martela pelo mercado publicitário e comunicacional no mundo, exaltando as “redes sociais”. Vale a informação para conhecimento de uma nova vertente teórica.

Tags: , , , , , ,

A Internet é mesmo para todos?

Posted by glauciana on October 5th, 2009 in Arquitetura de Informação 5 Comments

gugle
A quarta palestra do 3º EBAI (Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação) me levantou uma questão que ainda preciso coletar mais informações para poder fechar a minha desconfiança. Mas, Ricardo Grandinetti Teixeira, executivo de negócios da FHIOS, salientou uma percepção que vem ao encontro daquilo que eu imagino.

Em sua palestra “Experiência Empírica de Trabalho Comercial no Segmento de Pesquisa e Design Centrado no Usuário“, Ricardo, que vende Arquitetura de Informação para diversos clientes, afirmou: “algumas pessoas que fazem os testes de usabilidade falam “guglê”, se referindo ao google.

Ou seja, pessoas que usam a Internet exporadicamente são convocadas a fazer testes de usabilidades em interfaces que virarão produtos na web. O google é a ferramenta mais popular e conhecida da web mundialmente, com a maior penetração em todos os países do globo. E ainda sim, há usuário que pronuncia “guglê“.

Não tive a oportunidade de conversar com Ricardo para tentar pegar números estatísticos de exemplos de como ainda existem os “analfabetos digitais”, termo bastante usado por Guilhermo Reis, outro grande pesquisador de Arquitetura de Informação no Brasil. Mas, essa informação vem para confirmar as minhas suspeitas: mesmo com o crescente número de acessos à Internet divulgado pelas pesquisas, nosso país é grande demais para achar que a web seja tão democrática assim.

Na semana passada, travei uma discussão muito saudável com @paulo_milreu pelo twitter, na qual ele defendia, baseado em números de pesquisas sobre o setor de impressos, que o jornal morreria dentro de alguns anos. Eu defendo que se ainda existe gente falando “guglê“, o jornal mão morre. Há espaço para essa mídia, pelo menos, mais uns 30 ou 40 anos. Isso até que a população seja completa por indivíduos da Geração Y.

E tomara que daqui 3 ou 4 décadas, os indivíduos da Geração Y já possam ser encontrados nas favelas, nas aldeias indígenas – onde hoje não chega nem saneamento básico e vacinas, por exemplo -, no interior de estados do Nordeste e tantos outros locais fora do eixo Sul – Sudeste.

Afirmar que o jornal vai morrer, levando em conta o público universitário que encontramos nas faculdades do sudeste é ser bairrista demais! Então, a lição que fica para mim é que nós, que trabalhamos com Informação na Web devemos conhecer cada vez mais o nosso usuário e oferecer a ele o que realmente seja de seu universo. Afinal, conhecendo melhor o público, vamos oferecer a interface perfeita para seus objetivos e, claro, repertório!

Tags: , , , , , , ,

A Chamada de Trabalhos (Call for Papers) para a 3ª edição do Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação já está aberta. Os interessados, devem enviar seus trabalhos até 12/07/2009, seguindo algumas regras.

O Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação (EBAI) esse ano será novamente em São Paulo, possivelmente nos dias 02 e 03 de outubro. A data certa ainda não está definida, por conta do fechamento do local do evento.

Esse ano, o EBAI conta com a Jump Education na realização do encontro e o apoio científico do CEDUS - Centro de Estudos em Design de Sistemas Virtuais Centrados no Usuário da ECA/USP. E como novidade esse ano há também o apoio científico do capítulo de São Paulo do IxDA – Interaction Design Association.

Para os Arquitetos de Informação que quiserem participar de outras formas, podem se candidatar a revisor voluntário dos trabalhos enviados. Basta escolher a opção “Cadastrar como Revisor” ao se cadastrar no site do EBAI.

O EBAI, hoje, é o maior fórum de discussão de Arquitetura de Informação no Brasil. Encabeçado por Guilhermo Reis, tem se tornado referência no mês de outubro em São Paulo. Na última edição, participantes de outros países, inclusive palestrantes, marcaram presença no EBAI.

Tags: , , , , ,

Prazo na prestação de serviço

Posted by glauciana on February 4th, 2009 in Arquitetura de Informação 1 Comment

triste

Estou extremamente irritada hoje. Como há muito tempo não ficava. Não sei se é o inferno astral ou se é a TPM. Mas, acho que desconfio o porquê e são alguns fatores unidos.

Estou lançando um novo projeto. Por isso, desde o ano passado tenho me dedicado a isso, planejado, pensado, repensado, pesquisando concorrentes e sites afins. Fiz a Arquitetura de Informação da forma mais certinha, escrevi o conteúdo, pensei na divulgação e pronto.

Só faltava arrumar um bom designer que conseguisse traduzir todas as minhas ideias. Encontrei um profissional do sul do país, que parecia ser legal. Respondeu rapidamente a minha solicitação de freela, apresentou o layout no prazo. Uma belezinha! Já estávamos íntimos, com ele me chamando de Glau.

O primeiro contato foi iniciado no dia 5 de janeiro e eu deixei bem claro a ele que o blog deveria entrar no ar, com conteúdo, em 1º de fevereiro. Ele me garantiu que quatro dias depois do layout aprovado estaria tudo perfeitamente rodando e funcionando.

Pois bem, minha gente. Aí, a ingênua aqui foi lá e depositou quase o total do valor combinado. Claro, né, bom profissional a gente paga na hora! E aí a coisa desandou total.

O menino sumiu, não entrava mais no gtalk, não respondia mais aos e-mails, eu não tinha o telefone dele… um caos. O tempo foi passando, uma, duas, três semanas e nada. Quando finalmente ele se conectava dizia que no dia seguinte – sem falta – o site estaria no ar. Estamos nessa luta há uns 10 dias. Fevereiro já está no quarto dia, meu site não está no ar e estou deixando de ganhar. E em dólares, minha gente!

Campanhas estão paradas, newsletters estão aguardando o envio, os textos redigidos e revisados, banners recortados… tudo prontinho esperando o bendito site entrar no ar. A nova promessa é que até o final do dia ele manda os arquivos.

O triste é que não consigo mais acreditar. O profissional caiu totalmente em descrédito comigo. Porque as pessoas fazem isso? Será que elas acham que basta ser bom tecnicamente para ter sucesso nesse mundo?

Oh, Lord! Ilumina a cabeça daquela criatura paranaense e faz com que ele me dê um pouco de atenção. Quem sabe assim eu decido se pago a última parte do trampo… ou se demoro uns três meses.

Tags: , , , ,

Site da TAM também tem pau

Posted by glauciana on January 26th, 2009 in Arquitetura de Informação 1 Comment

Não basta ser uma líder de mercado, não basta ser uma gigante da aviação mundial, não basta ter um faturamento milionário, não basta ter trocentos funcionários… nada disso basta para que a interface na Internet funcione adequadamente. Esse ainda é o panorama dos serviços pela web no Brasil. Digo isso com pesar, afinal de contas trabalho com Arquitetura de Informação e sonho que um site tenha, no mínimo, uma boa funcionalidade.

Hoje fui comprar uma passagem aérea na TAM para mim e meu filho, de 1 ano e meio, ou seja, de 17 meses. No site, tanto da GOL quanto da TAM, está claro que criança de colo – de 0 a 23 meses – não paga passagem. E isso é óbvio: o bebê vai no colo do responsável. Assim, só um assento é ocupado, portanto só um assento deve ser cobrado. Entretanto, mesmo assim é necessário fazer a emissão do bilhete da criança, já que deve ser registrado no sistema da TAM.

Pois bem, marquei a saída e o destino, marquei a data de partida e volta e marquei uma criança de 0 a 23 meses. Fiz tudo como manda o figurino. Apertei o botão “CONSULTE E COMPRE”, vi as opções de vôo e bingo. Deu erro! Na hora de pagar o site me mandava pagar o dobro, já que estava considerando a passagem da criança como uma passagem normal de adulto. Ou seja, eu estaria comprando quatro passagens ao invés de duas.

Levei um susto, porque criança de colo teoricamente não paga assento em nenhuma companhia aérea do mundo. Tentei todas as formas de contato via web e não consegui atendimento. A saída foi apelar para o bom e velho telefone. Na central fui informada que o site está com problemas e que eu devo comprar apenas para um adulto e depois ligar no mesmo número para fazer a emissão do bilhete do menor, pois mesmo não sendo pagante, precisa registrar-se.

É, molecada, a Internet no Brasil é assim. Que pena! Em tempos de mobilidade ainda temos que apelar para o telefone para conseguir coisas básicas como comprar uma passagem aérea.

tam

Destaque no espaço onde a TAM queria que eu pagasse a passagem do bebê de colo

tam2

Tags: , , ,

Em tempos de internet, interação, globalização, iPods, iTochs, Podcasts, qualquer ação pode virar mais uma mídia.

E o Obama, o homem mais poderoso do momento, não poderia ficar de fora, né?!?!

O site ReadWriteWeb jogou o discurso de posse do Barack Obama no gerador de nuvem de tag, o Wordle.net, e comparou com o primeiro discurso do Bush. Vale a pena ver as diferenças e como isso é interessante!

Have fun!

Discurso do Obama

Discurso do Obama

Discurso do Bush

Discurso do Bush

Tags: , , ,

No Ar

Posted by glauciana on January 14th, 2009 in Arquitetura de Informação 1 Comment

jogueentreamigos-fundoclaro

O betboo novinho em folha está no ar.

Dois meses ininterruptos de trabalho, noites inteiras na empresa, dormindo e acordando betboo. Mas, como é bom ver um case de sucesso indo ao ar.

Equipe externa de designers, tradutores fulltime online, time de 15 programadores e dois HTMLers, staff no Uruguai, testers estressando cada botão… e euzinha com a Arquitetura de Informação, redação de conteúdo, controle de traduções, gerenciamento de equipe, testes e testes e testes.

E nessa madrugada, 14 de janeiro de 2009, o novo www.betboo.com – Jogue Entre Amigos – entrou no ar, três minutos antes do prazo final. Um show de projeto!

Parabéns a toda a equipe que trabalhou com o coração. Obrigada a meu companheiro, que esteve lado-a-lado comigo nessa batalha.

Viva!

banner_betboo

Tags: , , , , ,

Um

Posted by glauciana on January 12th, 2009 in Arquitetura de Informação No Comments

banner_betboo2

Está chegando a hora.

O betboo está quase de cara nova. Aliás, cara só não. Layout, energia, Arquitetura de Informação, novos métodos de pagamento e muito mais diversão.

Antigo playvideobingo, betboo passará por mais uma alteração em identidade visual, trazendo ainda mais praticidade a seus jogadores e novidades em termos de jogos.

Quem realmente gosta de Bingo online, Poker e Apostas Esportivas não pode ficar de fora do novo site.

Não conhece? Então, corra. Porque no dia 14/1, estará no ar a nova versão – betboo – Jogue Entre Amigos.

Tags: , , , , , ,

Dois

Posted by glauciana on January 12th, 2009 in Arquitetura de Informação No Comments

Faltam dois dias para o novo site do betboo entrar no ar!

Novo layout, novo conceito, nova Arquitetura de Informação, nova diversão.

Não percam a chance de entrar “no antes e no depois” para poder comparar.

O betboo é o maior site de Bingo, Poker e SportsBooking (Apostas Esportivas) da América Latina. Com métodos de pagamento internacional, o site sediado na Costa Rica, oferece atendimento 24 horas por dia, nos 7 dias da semana, em três línguas (Português, Inglês e Espanhol). Além de também estar traduzido em vários idiomas.

A melhor opção de diversão online é no betboo!

Tags: , , , , , ,

Planejamento X Tempo

Posted by glauciana on November 20th, 2008 in Arquitetura de Informação, Comunicação 2 Comments

missao

Idéia. Braimstorming. Briefing. Documentação. Pesquisa com Usuário. Wireframe. Layout/Programação. Publicação. Divulgação.

Essas são as etapas perfeitas de um projeto web, sobretudo na visão do Arquiteto de Informação, que tem por missão planejar a estruturar a navegabilidade da interface, levando em conta o usuário final. Além disso, documentar tudo o que é discutido é imprenscindível e evita que as idéias fiquem soltas pelo ar.

Entretanto, quem souber me responda, por favor. Como é feita a documentação quando o projeto começa de um dia para o outro? Como conseguir planejar e atuar ao mesmo tempo? Como montar todo o escopo do site antes dele entrar em produção?

Não tenho respostas teóricas prontas, porque o fato – por si só – já vai contra qualquer teoria que prega: “planejamento e documentação são etapas anteriores ao desenvolvimento do projeto”. Mas, esses acadêmicos estão bem longe das empresas, que correm contra o tempo e têm metas a atingir. Então, o ideal é tentar mesclar a teoria com a prática nossa de cada dia.

Imagino que o dilema Planejamento X Tempo seja o calcanhar de Aquiles dos Arquitetos de Informação. E, como profissionais versáteis que somos, o jeito é rebolar e tentar documentar o máximo possível durante o projeto.

Não é fácil, mas necessário! A minha dica é, durante o desenvolvimento, ir documentando o que está sendo discutido e fazendo versões do mesmo documento. Se o trabalho é interno, talvez fique mais fácil, porque a equipe pode ter acesso ao documento a qualquer momento na rede ou com o próprio product owner. Mas, mesmo que o projeto esteja sendo desenvolvido em alguma agência, o conteúdo deve ir chegando para eles em versões.

A medida que as idéias forem surgindo e tomando formas mais definidas, cabe ao Arquiteto de Informação documentar tudo isso, pensar no fluxo mais certo e adequado para o público-alvo e ir passando para o restante da equipe produzir.

Sem dúvida esse não é o melhor cenário, mas correndo contra o tempo é o melhor que temos a fazer. E você, passa por esse tipo de desafio na sua empresa?

Tags: , , ,